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Extraordinária desenhista

DEPOIMENTO DO DR. NAPOLI

“Dona Lilly desenhava ao lado dos pacientes, inclusive durante cirurgias, às vezes fotografava primeiro. Era uma pessoa modesta e humilde, lembro dela conversando no corredor com os auxiliares”.

Manlio Mario Marco Napoli, Professor Emeritus of USP’s School of Medicine, and who studied Medicine from 1941 to 1946, says; “My interaction with Mrs. Lowenstein happened from 1941 onward. I had heard of an outstanding illustrator and remember that she worked a lot with Carlos da Silva Lacaz, in Tropical Diseases, and Sebastião de Almeida Prado Sampaio, in Dermatology. I remember seeing her with the drawing board drawing. She was famous and she must have illustrated hundreds of theses. Her illustrations highlighted the theses. The illustration has the advantage of being a document with important details and it was much more real than a photograph that was not able to achieve the same result. Her prestige was extraordinary. She was artistically gifted. Documentation is the most important thing in Medicine. Regardless of our description, it is never like the drawing that speaks and portrays. She and her work inspired a lot of respect and she acquired a following at the School of Medicine. Mrs. Lowenstein used to draw next to the patients, including during surgeries, and would sometimes begin by taking photographs. She was a modest and humble person, I recall seeing her talking to the aides in the corridor”.

Lilly Ebstein Lowenstein (1897-1966) viveu entre a ciência e a arte, desenhando e realizando fotografias nos campos da medicina e da zoologia. Em seu trabalho, Lilly conjugava o conhecimento técnico da fotografia e do desenho, o estudo das ciências e um notável talento estético. Nascida na Alemanha, ela estudou na Escola Lette-Verein em Berlim entre 1911 e 1914. Em 1925 imigrou com o marido e dois filhos para São Paulo. Em 1926, tornou-se desenhista e fotomicrógrafa da Seção de Desenho e Fotografia na Faculdade de Medicina (USP, a partir de 1934), da qual seria chefe por trinta anos a partir 1932. Entre 1930 e 1935 Lilly foi colaboradora do Instituto Biológico de Defesa Agrícola e Animal, principalmente da sua Seção de Ornitopatologia. Uma vida com arte dedicada à pesquisa e difusão da ciência.